No dia 28 de Novembro de 2008, 6ªfeira, iniciei a minha viagem à Ásia. Era a minha primeira visita ao continente. Um voo cedo da Easyjet levou-me de Lisboa a Madrid. À ansiedade normal de uma viagem de 36 dias juntou-se a incerteza da cidade de destino, eu tinha voo para Bangkok pela Qatar Airways mas os acontecimentos na capital tailandesa faziam com que o aeroporto estivesse fechado à data do meu voo. Cheguei a Madrid e esperei umas horas, até que abrisse o balcão da companhia, ao abrir concluí o que já esperava, o voo estava cancelado e teria que mudar drasticamente a rota. Soluções eram poucas, Kuala Lumpur cinco dias depois, Ho Chi Minh e Hong Kong. Kuala Lumpur pela localização era boa opção mas cinco dias em Madrid estava fora de hipótese. Ho Chi Minh no Vietname pareceu-me bem mas os vistos para o Vietname são difíceis de obter, restou-me a opção Hong Kong. Para que mudasse a cidade de destino bastavam-me duas coisas, esperar dois dias em Madrid e comprar um voo de saída de Hong Kong. A Qatar Airways providenciou a minha estadia de duas noites em Madrid num bom hotel perto do aeroporto de Barajas e eu comprei um voo que me levaria de Macau a Kuala Lumpur. Uma curta ida ao centro de Madrid, cidade que já havia visitado por sete vezes, aumentou-me a ansiedade da partida tal o frio que se fazia sentir na capital espanhola. Domingo chegou e a partida para Doha fez-se num A330 da Qatar Airways. Sem atrasos cheguei à capital do Qatar para uma escala de cinco horas. À hora prevista o avião saiu para Hong Kong tendo chegado a megalómana cidade na 2ªfeira a meio da tarde. Fiquei hospedado na zona de Kowloon, uma espécie de Brooklyn de Hong Kong, local onde se obtêm vistas nocturnas deslumbrantes sobre a cidade.
Gostei de conhecer Hong Kong sem ter ficado deslumbrado com a cidade, tem um skyline fabuloso mas é pouco encantadora muito por culpa das suas gentes.
A visita ao Peak é reveladora do tamanho da cidade, conforme se pode ver nas fotos seguintes. Visitei também o sul da ilha, uma zona chamada Stanley, muito tranquila, longe do rebuliço da cidade. Hong Kong não apagou a minha não ida a Bangkok que era, para mim um dos pontos altos de toda a viagem. Tenho paixão por Bangkok há muitos anos sem nunca lá ter ido. Eu que tenho por táctica de viagem deixar algo mítico por ver numa cidade para que me sinta obrigado a voltar, desta vez fui obrigado a deixar Bangkok por ver para que volte à Tailândia.
A poluição é imensa, o ar de Hong Kong é irrespirável e não apanhei altas temperaturas.
Seguem-se fotos de Hong Kong
Ponte no caminho do aeroporto para a cidade
Caminho do aeroporto para a cidade
Zonas residenciais
Nathan Road em Kowloon onde fica o hotel
Mesma zona à noite
Vista das traseiras do hotel
Vista de Hong Kong obtida de Kowloon.
Para quem conhece NYC, Kowloon está para Hong Kong como Brooklyn está para Manhattan.
O prédio que se destaca é o Two International Finance Centre é o oitavo mais alto do mundo com 415 metros e 88 andares.
Bank of China Tower com 367 metros e 70 andares de altura
Central Plaza com 374 metros e 78 andares
Comida tailandesa para ajudar a controlar a ansiedade
Museu em Kowloon
Carril que me levou ao Peak
Vistas do Peak
Seguiu-se uma visita à zona sul da ilha, Stanley
Mercado em Stanley
9 comentários:
Achei as fotografias de Hong Kog maravilhosas. Recordei-me da passagem que fizemos por aí, exactamente por esses sitios.
Realmente é uma cidade em altura. Também fiquei impressionada com a altura de todos aqueles edifícios.
É realmente impressionante. Embora não tivesse ficado deslumbrado com Hong Kong confesso que aquele skyline é do outro mundo, faz o skyline de NY parecer uma cidade média, mas contínuo a preferir uma rua de NY do que Hong Kong inteira :)
Agora sim começa a aquecer... começamos a por imagens nas tuas palavras :D.
Fotos com alma. Muito boas!
Agora é preparar Bk.
Fiquei com vontade de experimentar a comidinha
Abraço
Tentarei colocar Macau as soon as possible.
Lena a comida na Tailândia é excelente, nas outras paragens onde andei nem por isso.
Hong Kong safei-me com as massas, ser alternativo é quase proibitivo, em Macau arranjei uns sabores lusitanos e na Malásia fiquei a saber que afinal não gosto de picante. E eu que pensava que adoro...
Divulgação
Onde estavam os adolescentes de Paço de Arcos no 25 de Abril? Os que agora tomam decisões?
“Na Terra do Comandante Guélas”
António Miguel Miranda
Papiro Editora
Papelaria “Bulhosa” Oeiras Parque, Papelarias “Bulhosa”, FNAC ou www.livrosnet.com
Filmes de Apresentação no “Youtube” em “Comandante Guélas”
www.camaradachoco.blogspot.com
O meu amigo teve um galo do tamanho do Mundo com esses acontecimentos no aeroporto.. Contudo, será preciso muito mais que isso para derrubar o ilustre sócio!
Já te tornaste num especialista de comida tailandesa? Esqueceste de falar no vento caro amigo.. sempre que entravas em “directo” o vento esteve sempre quase presente!
Aquele abraço para o Mentor Turístico do Planeta!!
O vento aparecia sempre que me encontrava em locais altos, bons pontos visuais de reportagem, a fraca qualidade da máquina ditava a má qualidade sonora. Aconteceu nos vídeos de Hong Kong e de Ko Tao. Na próxima prometo não passar os 189 centímetros de altitude :)
Abraço ao chefe da maior e mais altruísta estação de TV que eu vejo.
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